Doença de Alzheimer

“Estima-se que existem no mundo cerca de 35,6 milhões de pessoas com a Doença de Alzheimer. No Brasil, há cerca de 1,2 milhões de casos, a maior parte deles ainda sem diagnóstico.” ( Fonte: ABRAz – Associação Brasileira de Alzheimer)

Trata-se de uma doença incurável que se agrava ao longo do tempo, acomete na grande maioria dos casos indivíduos idosos ( acima de 65 anos de idade ).

Nos Estados Unidos, é a quarta causa de morte de idosos de 75 a 80 anos. Perde apenas para Infarto, AVC e Câncer.

É a forma mais comum de Demência ( doença neurodegenerativa ), no inicio o paciente começa a perder a sua memória recente, como esquecer a última refeição que acabou de fazer ou a última frase que acabou de dizer, lembrando de fatos e acontecimentos antigos com precisão. Com a evolução clínica começa a ocorrer um declínio das habilidades de atenção, pensar, raciocinar, julgar, memorizar, orientação e a capacidade de aprendizado, afetando também as áreas da linguagem, comportamento ( isolamento social, apatia, agressividade, desconfiança, alucinações, depressão ) e na personalidade. A pessoa fica cada vez mais dependente da ajuda dos outros, até mesmo para rotinas básicas, com a higiene pessoal e a alimentação.

Causa:

A causa ainda é desconhecida, leve predomínio no sexo feminino, comumente em pessoas com idade avançada, e parece haver um componente genético envolvido.

Fatores de risco:

  • Idade
  • Sexo feminino
  • História familiar
  • Síndrome de Down
  • Apolipoproteína
  • Traumatismo craniano ( acidentes, lutadores de boxe e outras )
  • Fatores de proteção:
  • Escolaridade alta
  • Atividade física regular
  • Atividade mental ( ginástica cerebral )
  • Hábitos de vida saudáveis

O diagnóstico não é uma tarefa fácil, necessita da observação rigorosa dos familiares, é preciso diferenciar o esquecimento normal de manifestações mais graves e frequentes, que são sintomas da doença. Não é porque a pessoa está mais velha que não vai mais se lembrar do que é importante.

Faz-se através da exclusão de outras doenças que podem evoluir também com perda de memória e quadros demenciais, com a história clinica e evolutiva dos sintomas, exame neurológico detalhado, incluindo testes de memória e neuropsicológico, exames complementares específicos.

Tratamento:

Não existe cura, os medicamentos não impedem a evolução da doença, o tratamento visa o controle dos sintomas, principalmente nos estágios iniciais ( uma progressão mais lenta da doença ), podendo apenas amenizar ou retardar os efeitos do Alzheimer.

Além disso recomenda-se a estimulação cognitiva, social e física, fisioterapia e terapia funcional, apoio e orientação familiar.

Por isso a importância de um diagnóstico preciso e precoce !

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