O que causa a insônia?

A insônia é um distúrbio do sono caracterizado pela dificuldade para adormecer ou para permanecer dormindo que pode ocorrer de forma esporádica ou com frequência. A insônia pode ser classificada como transitória (dura até um mês), aguda (de 1 mês a 6 meses) e crônica (dificuldade para dormir todas noites).

A insônia não é definida pelo tempo que uma pessoa dorme ou gasta para cair no sono. A necessidade de sono varia de indivíduo para indivíduo. A insônia geralmente causa problemas durante o dia, tais como: cansaço, falta de energia, dificuldade de concentração e irritabilidade.

Na maioria dos casos a insônia é do tipo psicofisiológica, na qual estão envolvidos fatores predisponentes, como um nível aumentado de alerta e vigilância, mesmo durante a noite, fatores desencadeantes como mudança de trabalho, perda de ente querido, situações familiares e pessoais de conflito e fatores perpetuadores como a manutenção de hábitos inadequados em relação ao sono, como ver televisão.

A insônia pode ser causada por diversos fatores, dentre eles:

Depressão, estresse, alterações hormonais, uso de drogas ilícitas, uso prolongado de remédios para dormir, não ter bons hábitos de sono, como não respeitar o horário de dormir e acordar, síndrome do Jet Lag ou da mudança dos fusos horários, mudanças contínuas de horários, como ocorre com profissionais que trabalham por turnos.

Nem todo o paciente com queixa de insônia precisará passar por um exame de polissonografia, entretanto a insônia pode ser um sintoma de outro transtorno.

Por exemplo, alguns pacientes com apneia do sono ou com narcolepsia podem interpretar seus despertares frequentes como insônia quando na verdade fazem parte de outro problema.

Para a correta interpretação da queixa de insônia é fundamental a história clínica do paciente e o exame físico detalhados, procurando estabelecer relação da insônia com outros achados clínicos para chegar ao diagnóstico do problema.

Caso exista suspeita de algum distúrbio primário do sono pode ser solicitada polissonografia onde serão monitorizados os parâmetros do sono, quantidade de horas dormidas, eficiência do sono e se há alguma causa que leve o paciente a despertar durante a noite.

Uma vez estabelecido o diagnóstico existem várias opções de tratamento, seja medicamentoso, ou através de terapias cognitivo-comportamentais, sendo indispensável o acompanhamento médico adequado. No tocante ao medicamento, atualmente dá-se preferência aos medicamentos que não provocam dependência e poderiam ser reduzidos ou retirados futuramente.

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