Irritabilidade pode ser sintoma de distimia

Todas as pessoas já passaram por momentos de nervosismo e stress, o que é normal, porém, quando a irritabilidade começa a ser corriqueira e prolongada, pode ser sinal de que algo não vai bem. Irritabilidade consiste no aumento exagerado a estímulos do ambiente e uma baixa tolerância a incômodos.

A irritabilidade excessiva pode indicar depressão e outros distúrbios neurológicos, mas não é um único sintoma que diagnostica a doença, e sim uma longa investigação médica.

Perder a linha com facilidade, fazer comentários desagradáveis, ser pouco tolerante, demonstrar impaciência, sentir nervosismo, manifestar agitação, ter reações inadequadas e começar a se afastar de certas pessoas por serem desagradáveis, indica que alguma coisa não está bem na própria vida e que é preciso tomar medidas.

Um exemplo de doença que tem irritabilidade como sintoma é a distimia, também chamada de doença do mau humor, é um tipo de depressão crônica onde o indivíduo apresenta sintomas de depressão leve na maior parte dos dias por pelo menos 2 anos, sendo que dificilmente o indivíduo sabe dizer o que o levou a este estado depressivo.

A distimia tem cura e esta pode ser alcançada com o uso de medicamentos receitados pelo especialista. O tempo de tratamento da distimia pode variar de 1 a 4 anos, mas é possível que o indivíduo apresente novos quadros de distimia durante a vida, necessitando novamente de tratamento clínico e psicológico.

São sinais e sintomas de distimia, o mau humor frequente, excesso de críticas, angústia, ansiedade, inquietação, insatisfação constante, falta de apetite, ou apetite em excesso dependendo do paciente, falta de energia e isolamento social.

Diferentemente da depressão, a distimia pode deixar o indivíduo com a sensação de que este é o seu jeito normal de ser. Há, portanto, uma perda de autocrítica quanto à doença, o que, somado ao baixo interesse em várias áreas da vida, pode levar ao isolamento ou a uma vida limitada, com poucos relacionamentos sociais, inclusive dificuldades profissionais e familiares.

Normalmente não há um período mais agudo da doença, com os sintomas sendo mantidos de uma forma estável durante anos, porém é comum ocorrer a depressão propriamente dita em uma pessoa previamente com distimia, o que costuma ser chamado de depressão dupla. Em outros casos, pode ocorrer inicialmente um episódio depressivo, em que não ocorre remissão total dos sintomas, e que o quadro clínico residual caracteriza um episódio distímico.

 

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