Labirintite

“Labirintite” é um termo popular, usado geralmente para designar distúrbios relacionados o nosso equilíbrio e audição. Sendo assim, uma “labirintite” pode significar tontura, vertigens, zumbido, desequilíbrio e varias formas de mal estar.

Na verdade o termo correto a ser usado é “labirintopatia”, que significa “doença do labirinto”. Nosso ouvido possui dois componentes distintos: a cóclea (caracol), que é responsável pela nossa audição e vestíbulo, que é responsável pelo nosso equilíbrio, juntos cóclea e vestíbulo formam o labirinto.

O comprometimento dessas estruturas, separadamente ou em conjunto, vai provocar sintomas como tonturas, desequilíbrio, surdez ou zumbido. Esses sintomas aparecem porque nosso cérebro recebe informações erradas a respeito da nossa postura, geradas pelo labirinto doente, e como resultado temos uma “alucinação do movimento”. Essa alucinação pode sugerir que estando rodando (vertigens), caindo (desequilíbrio), sendo empurrados (desvio de marcha), flutuando (falta de firmeza nos passos), no ouvido assovios, motores (zumbido).

São várias as causas das doenças labirínticas, entre as inúmeras causas de problemas podemos citar as doenças já preexistentes, utilização de drogas que chamamos de ototóxicas, como alguns antibióticos e anti-inflamatórios, infecções por vírus ou bactérias, alterações no metabolismo orgânico e hormonal, doenças próprias do ouvido (otosclerose), traumas sonoros, problemas de coluna cervical e articulação da mandíbula, alguns hábitos como excesso de cafeína, tabagismo ou álcool, stress e problemas psicológicos; ou ate mesmo uma doença do sistema nervoso central como tumores, esclerose múltipla, isquemia cerebral, enxaqueca tronco basilar, epilepsia labiríntica, entre outros.

A primeira parte do tratamento consiste em avaliar o sintoma: a tontura. E logo em seguida investigar e tratar o problema que gerou a doença vestibular. O tratamento sintomático produz alivio dos sintomas, mas eles podem voltar se sua causa não for tratada. Os medicamentos hoje disponíveis podem ser agrupados em moduladores de fluxo sanguíneo, vaso dilatadores, bloqueadores de canais de cálcio, anticonvulsionantes, antidepressivos, entre outros. Cada uma dessas drogas tem local de diferente atuação , bem como diferentes indicações.

Uma droga que funciona bem no jovem, pode ser contraindicada no idoso e assim por diante. Nenhum desses medicamentos é isento de efeitos colaterais, portanto não aceite medicação de leigos, procure seu medico. O tempo de tratamento vai depender de o fator casual do problema e da sensibilidade individual do paciente.

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