O que é e como combater a automutilação?

A automutilação (AM) é definida como qualquer comportamento, intencional, envolvendo agressão direta ao próprio corpo, sem intenção suicida e por razões não socialmente ou culturalmente compreendidas. Esta definição exclui tatuagens, perfurações e danos não-intencionais ao próprio corpo. Saiba mais em nosso post!

Quais as maiores causas de automutilação?

 

Problemas sociais – tais como ser intimidado, ter dificuldades no trabalho ou na escola, ter relacionamentos difíceis com amigos ou familiares, entrar em acordo com a sua sexualidade (homo ou bissexualidade) ou lidar com expectativas culturais, como um casamento arranjado.

 

Trauma – como abuso físico ou sexual, a morte de um familiar ou amigo próximo, ou ter um aborto.

 

Causas psicológicas – repetidos pensamentos negativos e depreciadores, sentimentos difíceis (por exemplo, angústia, ansiedade, stress, tristeza), episódios de dissociação (perder o contato com quem você é ou seu ambiente).

 

Quais as características dos pacientes? Eles querem chamar atenção?

O transtorno é mais comum entre as mulheres, na faixa dos 15 aos 24 anos e, ao contrário do que se acredita, o comportamento não visa necessariamente chamar atenção, fato demonstrado pelo esforço de esconder as feridas decorrentes da autoagressão com roupas que cubram o corpo e a preocupação de dar explicações para as mesmas, sentindo vergonha quando alguém comenta sobre as mesmas.

 

Afinal, o que motiva essas pessoas?

ssas pessoas costumam ter dificuldade de se expressar verbalmente e de se relacionar com as pessoas, além de possuírem baixa autoestima. A automutilação nesses casos vem como um alívio emocional momentâneo. É uma forma de escapar da intensa dor emocional que acompanha a pessoa o tempo todo em sua vida e vivenciar por um tempo apenas a dor física. Sim, por mais estranho que possa parecer, a dor física nesse momento parece um alívio

 

Esse problema tem tratamento?

Sim, a associação psicoterapia e medicação tem se mostrado eficaz nos casos de automutilação. A psicoterapia, nestes casos, tem como um dos objetivos ajudar o paciente a identificar outras formas de lidar com frustrações, que sejam mais eficazes do que seu comportamento. Ainda não há medicação específica indicada para que o paciente pare de se mutilar, entretanto, a medicação pode ser indicada para alívio dos sintomas depressivos e ansiosos.

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