Saiba tudo sobre a narcolepsia

A narcolepsia é uma doença caracterizada por ataques irresistíveis de sono, episódios temporários de fraqueza muscular (fenômeno conhecido como cataplexia), paralisia do sono e alucinações hipnagógicas (alucinações que ocorrem durante o adormecer). Os ataques de sono podem ocorrer várias vezes durante o dia, sem o controle do indivíduo, em qualquer situação, sobretudo em circunstâncias monótonas. Com frequência, após estes “cochilos” os pacientes sentem-se descansados.

Os sintomas são, em sumo:

Cataplexia: é o único sintoma específico da narcolepsia (só acontece nesta doença), mas não está presente em todos os casos, já que existe também a forma clínica da narcolepsia sem cataplexia. Na cataplexia ocorrem episódios de atonia, ou seja, perda do tônus muscular. Estes são caracterizados por uma espécie de fraqueza muscular que pode acometer o corpo inteiro causando a queda da pessoa ao solo, ou afetar apenas uma parte do corpo, ocasionando um movimento de “dobrar os joelhos” ou apenas um leve movimento de pender a cabeça para um lado.

Alucinações hipnagógicas: São alucinações que acontecem ao adormecer. Quando acontecem durante o despertar são chamadas hipnopômpicas. Elas podem ou não estar associadas à paralisia do sono e com frequência são visuais, com visão de vultos, animais, pessoas, objetos, etc. É importante ressaltar que as alucinações hipnagógicas, apesar de fazerem parte dos sintomas da narcolepsia são sintomas que podem ocorrer na população normal e não necessariamente indicam a doença.

Sonolência Diurna Excessiva: é um sintoma importante e o que mais chama a atenção na narcolepsia mas, também pode ser encontrado em outros distúrbios do sono.

O diagnóstico da narcolepsia pode ser feito pela polissonografia, exame em que o paciente dorme em um laboratório, ligado a máquinas que registram vários de seus parâmetros fisiológicos e a sua atividade cerebral durante o sono. Os estudos com a polissonografia, o teste de múltiplas latências para o sono e o eletroencefalograma são fundamentais para o diagnóstico da narcolepsia.

No sono normal, o indivíduo demora cerca de uma hora e meia desde o momento do adormecer até atingir a fase REM do sono, mas os portadores de narcolepsia entram direto e subitamente no sono REM. Além disso, o eletroencefalograma pode medir as atividades do cérebro e testes genéticos são capazes de identificar o gene da narcolepsia.

Em si, a narcolepsia não é uma doença grave, mas pode pôr em risco a vida das pessoas que dirigem carros ou operam máquinas perigosas.

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